quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Avalia-te a ti mesmo...

Vi este texto na Revista Profissão Mestre. Dêem uma olhada e chega de criticar políticos, vizinhos e de fazer as mesmas coisas.

Cidadania

A chave para a solução dos problemas atuais do Brasil pode ser a mesma que o prefeito de New York usou há uma década atrás. Veja os 11 mandamentos:

01. Você acha um absurdo a corrupção na polícia?
Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!

02. Você acha um absurdo o roubo de carga, até mesmo com assassinatos dos motoristas?
Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!

03. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?
Solução: NUNCA compre nada com eles! A maior parte de suas mercadorias são produtos roubados, falsificados ou sonegados. (Complicado se formos pensar num país como o Brasil com "empregos" para todos como neste país.)

04. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?
Solução: NÃO compre nem consuma drogas!

05. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?
Solução: DENUNCIE à Receita Federal aquele vizinho que enriquece repentinamente. Não o admire, repudie-o.

06. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas?
Solução: NUNCA dê nada. (Só se for uma palavra de ânimo ou instrumentos para ele(a) trabalhar, indicar um curso profissionalizante gratuito, ou garrafa de café, para ele(a) não ficar mal acostumado - como muitos já estão - a receber dinheiro, sem trabalhar, e o pior, sem estudar, muitos(as) são ainda crianças e ficam sozinhas ou com os pais pedindo esmola.

07. Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?
Solução: Só jogue o LIXO no LIXO.

08. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?
Solução: NÃO compre deles, nem que não assista ao evento.

09. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?
Solução: NUNCA feche o cruzamento.

10. Você acha um absurdo o poder econômico e militar dos Estados Unidos da América?
Solução: PRESTIGIE a indústria brasileira, dentro do que lhe seja possível.

11. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?
Solução: NUNCA MAIS vote neles e espalhe aos seus amigos seu desalento e o nome dos eleitos que o decepcionam.



Romanos 2:1 : "Meu amigo, não importa quem você seja, você não tem desculpa quando julga os outros. Pois, quando você os julga, mas faz as mesmas coisas que eles fazem, você está condenando a você mesmo." (Bíblia na Linguagem de Hoje)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Literatura de Cordel - Senhora

Aurélia, moça bonita,
de grande dignidade.
Pena que só quando rica,
é vista pela sociedade.

O homem a quem ama,
o sistema corrompeu.
Essa sociedade carioca,
que ao dinheiro a alma vendeu.

O objeto($) que corrompeu Seixas
é o mesmo que o despertou.
Através da astuta Aurélia,
Que o amor de ambos libertou.

Seixas percebeu seu erro,
tentou consertar.
Nem que para que isso,
do amor fosse renunciar.
Propõe pagar de volta
todo dinheiro que recebeu.
Em troca do divórcio,
da dignidade que outrora perdeu.

Aurélia se mostra na essência,
quando vê em Seixas transformação
O pranto se fez riso.
E acaba feliz a ficção.(história contada)

(LIMA, Isabel)


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sábado, 6 de dezembro de 2008

Literatura de Cordel - Vidas Secas

Uma família nordestina,
com confuso linguajar
Fabiano e sua família...
Pediam... Faziam preces
e bem diante do altar,
a fim de que chovesse,
que sertão virasse mar.
Quão grande era a aflição,
e ninguém para ajudar.

O mundo se alargou,
conheceram a capitar.
O pequeno se fez grande,
levar a vida a sonhar.
Quão grande era a aflição,
e ninguém para ajudar

Fabiano acha ser sina
toda a sua aflição.
Roubado pelo governo,
pela polícia e pelo patrão.
Às vezes é de revoltar
Mas logo lembra seu lugar,
precisa do dinheiro,
para a família sustentar.

Apesar da humilhação,
dos desmandos do governo,
da polícia e do patrão.
Não desiste fácil não
É um bicho! - sim senhor.
Vence as dificuldades,
E as lida, com ardor.

(LIMA, Isabel)

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Words and Travels : Work of university that do comparation between "Os miseráveis" and "Bíblia Sagrada"

Momento histórico: O romance narra a situação política e social francesa no período da Insurreição Democrática ou Revolução de 1830, em 05 de junho de 1832, no reinado de Luís Felipe I, através da história de Jean Valjean.
Tramas: A intransitoriedade da lei em muitos casos, o código de Hamurabi internalizado em muitas das pessoas, a força de um pequeno gesto a partir do amor à Deus e compaixão e amor pelo próximo, as mazelas que os mais pobres podem enfrentar numa sociedade onde infelizmente impera a hipocrisia, o momento histórico francês, 1830, período da revolução popular, bem como a força da Igreja Católica, enfatizada e oras exaltada, oras indiretamente criticada. Há ênfase provavelmente como uma estratégia do romancista, pois, dentre o público leitor predominava os intelectuais eclesiásticos, lembrando que a disseminação do ensino ainda estava longe de ser uma realidade como vemos hoje. O romance direta e indiretamente tece comentários críticos acerca dos comportamentos de alguns dos religiosos, ao ponto que, conforme é colocado na Revista da Literatura Francesa, “Victor Hugo contabilizou nada menos do que 740 ataques a 'Os miseráveis' na imprensa da Igreja Católica.”
Alguns roubam milhões e tem “foro privilegiado”, os menos favorecidos roubam alimento para sobreviver e são condenados a anos, Jean Valjean, após tentativas de fuga passa dezenove anos na prisão e, as autoridades, não satisfeitas com a condenação, o deram carta de condicional, sendo necessário Valjean se apresentar regularmente sob pena de passar a vida toda preso.
“O prestígio popular do Bispo Monsenhor Myriel era efeito da bondade, proclamada e reconhecida, de seu grande coração, sensível à aflição dos pobres e à dor dos desventurados... além de piedoso, era de uma simplicidade que a todos cativava... De maneira que é preciso corrigir o erro em que incorreu a direção do hospital... Trocar de casa é pois a única solução... O episódio revela o feitio moral de Monsenhor Myriel, para quem, os preceitos evangélicos de humildade e amor aos semelhantes não eram palavras vãs, mas verdadeiras normas de conduta, que o enchiam, aliás, de sincera satisfação... Quase nada exigia para seu conforto pessoal
[contrariamente seriam as atitudes de muitos eclesiásticos, como os escribas e fariseus retratados por Jesus nos evangelhos e pelos pertencentes a alguns sistemas religiosos, alguns deles ditos cristãos, da época do romance e atualmente, que infelizmente, muitas vezes ao invés de ajudar aos pobres, queriam/ querem sugar o pouco que os pobres tinham/ tem para aumentar suas riquezas, contrariando totalmente a fé que professam ter.].”

Hebreus 13; 02-03: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.”

Marcos 12; 33: “E que amá-lo[Deus] de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.

Mateus 23; 04 e 23: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los [...] Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.”

Redenção de Valjean, uma pessoa que fora massacrada por uma atitude cristã, de amor. Por ter passado os últimos 19 anos, bem como poucos momentos depois da prisão, sendo maltratado, humilhado, explorado, mal recebido por todos, com nojo, ofensa, mesmo mostrando disposição em pagar hospedagem, mas por ter sido preso não lhe é permitido entrar em nenhuma hospedaria, nem para dormir com os animais, mas o bispo Monsenhor o recebe em casa, o trata como hóspede. Valjean, numa crise de pensamentos, confuso com o disparate da “vida real” com a vida nova que descobria existir, furta os talheres do bispo e foge, capturado pela polícia, que conhece o dono dos, leva-o à casa do monsenhor, ao que, com atitude totalmente contrária da que Valjean esperava, indaga o porquê Valjean não pegou o castiçal e lhe diz: “E não esqueça da promessa de empregar bem o dinheiro e ser uma pessoa boa... entrego-te a Deus.”p. 24, norteado por diversos pensamentos contraditórios, Valjean maltrata e rouba um jovem saboiano, depois “cai a ficha” “Não passo de um miserável...” p. 27”
O lugar que o tio Madeleine escolhera para morar, Montreuil-Sur-Mer teve seus dias difíceis, mas as idéias dele revolucionaram a cidade, a ponto que quase todos tinham emprego, e ele, como empregador de uma grande fábrica. Madeleine só fazia uma exigência ao contratado(a): “- Seja um homem bom! Seja uma mulher honesta! [...] tio Madeleine conseguiu fazer fortuna, embora não parecesse considerar o enriquecimento seu principal objetivo. Preocupava-se mais com os outros do que consigo mesmo...Os serviços que prestara à comunidade chegaram a ser, no entanto, tão consideráveis, que o reio tornou a nomeá-lo prefeito da cidade... Apesar da elevada posição continuou tão simples como sempre fora... Não se sabia se deixara parentes ou amigos no lugar e onde viera, mas, quando os jornais anunciaram, em início de 1821, a morte de Monsenhor Myriel, bispo de Digne, aos 82 anos de idade, Tio Madeleine apareceu de preto... sempre que encontrava algum jovem saboiano perambulando pelas ruas... Perguntava-lhe o nome e dava-lhe dinheiro.” p. 31-32

Jó 29; 12, 14, 16: “Porque eu livrava o miserável, que clamava, como também o órfão que não tinha quem o socorresse. Vestia-me da justiça, e ela me servia de vestimenta; como manto e diadema era a minha justiça.Dos necessitados era pai, e as causas de que eu não tinha conhecimento inquiria com diligência.”

“O perdão e o amor gratuito de bispo Myriel impactou Valjean de tal maneira que sua vida mudou para sempre. O bispo o livrara da acusação da lei, mas o tornava, daí em diante, 'escravo' da bondade. A gentileza, ou a graça, esmagou Jean Valjean. Ao liberá-lo, o bispo o fez servo de um gesto de grandeza. Paulo afirmou em Romanos que Deus conduz as pessoas ao arrependimento por sua bondade.”

Romanos 02; 04: “Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?”

“Só o amor tem o poder de transformar a vida de qualquer pessoa. Ninguém muda com ameaças; os arrazoamentos doutrinários são impotentes para convencer do que é certo. Jesus ensinou que seus discípulos seriam conhecidos pelo amor e não por uma teologia correta.”

João 13;35: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros.”
A história de Fantine é narrada a fundo, ela, por necessidade sobre-humana, num ato de desespero entrega sua filha para ser cuidada por um casal que não conhecia, mas, vê as duas filhas do casal brincando e pensa que Cosette, sua filha, pode ter uma família, comida para comer, lugar para ficar, visto que não tem conseguido emprego com a menina nos braços, não tendo com quem a deixar. Infelizmente, Thénardier é um mau-caráter, egoísta, que visa seu bem estar, independente do que irá acontecer com os outros, criando possibilidades para explorar, a fim de ganhar vantagem. “Que crianças felizes e bem cuidadas – exclama Fantine... Minha filha vai ser feliz aqui, vendo suas filhas limpas e contentes disse comigo: Boa mãe.... Mas cuidar de criança da trabalho e despesa... Menos de sete francos [ao mês] não interessa. Eu quero seis meses adiantado... E quinze francos por fora, para as primeiras despesas... fala Thénardier. Fizemos bom negócio. Precisava mesmo de 50 francos... Apanhamos a garota como rato na ratoeira” p. 35-41

Infelizmente, a família Thénardier,composta de pessoas diferente do que pensara Fantine, maltratava e fazia de Cosette, sua escrava, mesmo com a mãe fazendo “das tripas coração” para mandar dinheiro para ajudá-los no cuidar da filha. Nesse contexto, Fantine está trabalhando na fábrica de Tio Madeleine, e pessoas maledicentes, numa sociedade moralista e hipócrita muitas vezes, algumas das colegas de Fantine a acusam de “mãe desnaturada, que abandonou um anjinho nas mãos de estranhos”, Fantine é expulsa da fábrica e tem de vender seu cabelo, até seus dentes para mandar dinheiro para o sustento que ela pensava que a família Thénardier estaria dando à Cosette. Quando transtornada sem saber o que fazer, foi humilhada por um boêmio, reage e é presa por Javert. Tio Madeleine, que até então Fantine não conhecia, mas odiava, por achar ele ter sido responsável pela sua demissão na fábrica, já que ele é o dono da fábrica está de passagem na cadeia e, mesmo desacatando o prefeito Madeleine, ela é perdoada e, com suporte da lei, Madeleine consegue livrá-la da cadeia, além de a ajudar quanto aos cuidados e dinheiro de sua filha. “Fantine não resistiu a essas provas de bondade e compaixão, fraquejaram-lhe as pernas, caiu de joelhos e, antes que tio Madeleine pudesse impedir, beijou-lhe as mãos e desmaiou...” p. . 41

Javert, homem temível, por levar ao exagero o exercício de sua profissão. O respeito à autoridade e o ódio a toda e qualquer falta cegavam-lhe a razão, resumindo-se a duas normas o código da sua vida: ‘o funcionário não pode errar’ e ‘o magistrado tem sempre razão’p. 33, Javert conhecia Valjean quando o mesmo cumpria pena nos galés, a partir de então a vida de Jean, tio Madeleine, vai passar por grandes perseguições. Javert potencializa a desconfiança em relação à Tio Madeleine principalmente após ele ter salvo Tio Fauchelevent. “... - Conheço em fisionomia não sei de onde... - O que lhes falta é força- completou o policial, olhando fixamente para tio Madeleine – Só conheço uma pessoa capaz de fazer o que o senhor aconselha... Era um sentenciado... Da prisão de Toulon...” p. 35 p. 41-43.

Tio Madeleine num diálogo com o policial Javert, descobre que uma pessoa inocente pode ser pegar prisão perpétua, já que Javert, desconfiado do prefeito, investigou sua vida a fundo, mas pelas provas serem insuficientes, achou outra vítima, a quem imaginou realmente se tratar por João Valjean. “Se ele é mesmo João Valjean – e não resta dúvidas , trata-se de um reincidente... prisão perpétua nas galés... Jean Valjean apenas [havia-se tranformado] em homem de bem e procurando seguir à risca sua nova vida...”p. 46-47: / “...se entregar e salvar um homem da condenação injusta ou se entregar e deixar Fantine, os pobres que ele ajuda e a si mesmo? Ao ver o acusado Valjean se vê, nos momentos do julgamento tomado de horror quanto as atitudes do acusado e as semelhanças com as atitudes de outrora pensa: “-Meu Deus! Voltarei a ser assim?...Madeleine, com tranqüilidade, voltou-se para os jurados: - Senhores, mandem pôr o acusado em liberdade... sou eu... Prendam-me. Fiz o que pude para voltar a incluir-me entre as pessoas de bem, o que, pareceu, não me foi possível...” p. 48-51

Problemas enraizados em nossa sociedade: “Pau que nasce torto, morre torto.” Por que será que temos tanta dificuldade em aceitar a mudança das pessoas? Intransigência por parte da lei e dos homens;

João 05; 16: “E por esta causa[curar pessoas doentes no sábado] os judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo, porque fazia estas coisas no sábado [a lei valia mais para os judeus do que a boa ação que havia feito].”